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A existência precede a essência.”
Jean Paul Sartre

Não podiamos começar de uma melhor maneira a não ser dizendo isso. Acredite: o meio digital não é segregador.

O meio cibernético possui todas as características para ser um ambiente totalmente adverso: é abstrato, por mais que possua elementos físicos e é inundado de termos e jargões técnicos. Para os não falantes da língua inglesa existe a dificuldade quanto ao acesso a documentações e acessibilidade em aplicações devido a falta de tradução. Poderia apontar vários outros pontos que caracterizam como barreiras que dificultam e/ou impedem o usuário de ter uma tranquilidade maior nesse ambiente “adverso”, se é que podemos chamá-lo assim.

Como Sartre disse, o que nós fazemos precede quem nós somos. Se você chegou até aqui, é bem provavel que leu a aba “Sobre”. Se não o fez, faça, pois será de mui valia e irá nortear o seu futuro aqui no blog. Lá, eu apresento e faço um paralelo entre a evolução da raça humana (não estou dizendo sobre a Teoria da Evolução de Darwin aqui, que fique bem claro) no que tange a sobrevivência ante a vivência na Era Digital. A humanidade passou e passa, até os dias de hoje mesmo após milhares de anos, um aprendizado diário. Esse aprendizado são em todas as áreas. E o ambiente informatizado também está incutido nisso. Mas, o espaço amostral que temos é muito curto, se comparado com os aprendizados empíricos quanto a como caçar, alimentar-se, proteger-se, dentre outros. Mesmo se considerarmos a criação da calculadora por Blaise Pascal em 1642, estamos falando de apenas 384 anos. E se formos aceitar a informática na forma atual na qual conhecemos, estamos falando a partir da década de 1930 ou 1970. Portanto, tudo é muito recente.

Contudo nada disso é desculpa. É questão de interesse. E é aí onde está a chave. Criar barreiras mentais é mais fácil do que enfrentar o desconhecido. Mesmo sem conhecer a fundo o que move a tecnologia, usufruimos dela a todo instante. O custo de aquisição é acessível a todos, diferente se formos construir uma casa, por exemplo, para realizar uma construção, sai muito mais barato financeiramente falando sabermos cada etapa do processo e, consequentemente, realizarmos a construção. Além disso, queremos saber se a estrutura suportará os projetos futuros, a parte elétrica irá suportar os novos equipamentos eletroeletrônicos e se a encanação terá vazão para suportar a demanda hidraúlica. Na tecnologia, não necessitamos disso, na maioria das ocasiões. Basta ir numa loja e adquirir e/ou utilizar da tecnologia. O resultado vem de imediato. Acesso a aplicativos bancários, contas de email e exposição e, consequentemente, a publicação de sua intimidade através das redes sociais. Tudo está ali, na palma de sua mão e sendo utilizado de qualquer maneira.

Agora, eu chamo a sua atenção: você convida qualquer pessoa a na sua casa? Você utiliza a mesma chave para todas as fechaduras? Você deixa as portas e janelas da sua residência abertas, com acesso livre para qualquer pessoa? Ou, por fim, o seu carro com acesso livre para qualquer pessoa utilizá-lo? Certamente não. Mas isso acontece enquanto você utiliza dos meios cibernéticos.

Após ler essa publicação, preciso que você reflita: como tem sido sua “vida” cibernética? Como estão suas senhas? Como você tem tratado os seus dados pessoais? Eles estão protegidos? E a sua internet? Quem tem o acesso? Faça essas perguntas que, ao longo do tempo, novas perguntas surgirão. Entenda: não são as respostas que movem o mundo mas as perguntas, já dizia Albert Einstein. De forma calma e progressiva iremos, juntos, aprender e corrigir aquilo que deve ser corrigido e reforçar aquilo que deve ser reforçado.